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| Confiabilidade nos jornais destacada nos congressos de imprensa |
Silas Gehring Cardoso
O 7º Congresso Brasileiro de Jornais, que no ano passado foi realizado com o tema "O Brasil e a indústria jornalística em 2020", mostrou de forma muito clara, que a confiabilidade nesse veículo de informação é grande. Uma pesquisa realizada pelo instituto "Ipsos Marplan" revelou que a penetração do jornal é hoje a seguinte: 78% na classe A; 65% na classe B, 46% na classe C; 28% na classe D, e 18% na classe E. A pesquisa revelou detalhes dos hábitos dos leitores, e também outras fontes de informação que eles buscam. Até mesmo a tradição de leitura de jornais estimulada por muitas famílias, entrou na pesquisa.
Os dados valem como um estímulo a todos aqueles que, de forma vocacionada e conscienciosa, militam no setor. Houve época em que "vozes agourentas" previam o declínio e até o desaparecimento da mídia impressa diante da ascensão da Internet.
Hoje, essa visão não faz mais sentido. A confiabilidade passa a ter um papel primordial. A internet, indispensável em qualquer atividade noticiosa no presente, deve ser vista como um grande complemento, mas não como uma substituta da imprensa. Os chamados formadores de opinião, os pensadores, enfim, todos aqueles que hoje têm um grau maior de responsabilidade, não descartam nenhuma fonte: rádio, televisão, blogs, etc. Mas sabem que há necessidade de uma triagem rigorosíssima porque, junto com notícias confiáveis, podem vir matérias tendenciosas, propaganda sub-reptícia e outras coisas do gênero.
Durante o Congresso, um dos palestrantes chamou a atenção para a foto de que se fala muito em tecnologia, mas o foco principal deve continuar sendo o bom jornalismo. Outro palestrante, o norte-americano Randy Corington, lembrou que nos Estados Unidos os jornais estão em crise, exatamente porque se preocuparam exageradamente com a tecnologia e perderam o contato com os leitores. É um erro que pode ainda ser evitado no Brasil, principalmente pelos pequenos jornais do Interior.
Freqüentemente, em editoriais aqui na FOLHA DE ITAPETININGA, temos lembrado que o jornal precisa ser também "o intérprete da alma da comunidade". Para isso, não basta apenas a tecnologia. É preciso que o ser humano esteja presente, com a sua permanente busca à verdade e o seu desejo de conhecer os fatos como eles realmente ocorrem. |
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